quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Professores pedem piso, Cid dá pisa!

Chamar de confronto o que aconteceu na assembléia legislativa é uma tentativa de amenizar o massacre e terrorismo que tomou conta daquela casa dantes do povo. PINÓQUIO LANÇA MAS UM PISO PIRATA Sinto vergonha do governo que temos, nojo dos obscuros parlamentares e náuseas das lideranças sindicais que tentam banalizar nosso movimento, gastura dos colegas covardes que traem a categoria, repugnância de uma justiça fajuta que, em troca de benécias, decreta ilegalidade da greve por motivos chulas, sinto aversão a esta imprensa marrom que distorce os fatos e prega e terror por algumas moedas. Quanto aos policiais? O que se esperar de quem não está preparado para combater a criminalidade e o banditismo? Bater em professor é fácil fácil. Gostaria de ver era esta corajosa polícia, quando enfrenta o cidadão, enfrentando os grupos armados que comandam o mundo paralelo existentes nas periferias. Força colegas e felicitações pela bravura . . . Fonte de imagens: youtube.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A greve em Minas já dura 110 dias

Recebi e-mail com um vídeo de Cristovan Buarque, que se encontra ao final e outro com a notícia de que os professores de Minas Gerais dão exemplo de luta. 
Estão em greve há 110 dias.
Agora, vão receber apoio explicito de movimentos sociais em manifestações públicas contra a arrogância do governador Antonio Anastasia (PSDB) que não quer pagar o piso aos professores mineiros.
Os professores de lá vão contar com apoio de vários artistas, celebridades nacionais, sindicatos e Movimentos Populares do Campo e da Cidade, sociedade civil, que decidiram lutar por uma educação pública de qualidade em Minas.
No Ceará há indícios desse apoio maciço de outros setores. Na última sexta feira diversos professores das universidades do Ceará, sindicatos, políticos e intelectuais, resolveram dar apoio a luta dos professores cearenses manifestando publicamente o apoio em uma página inteoira dos jornais da capital.
Falta só um canal de articulação para aglutinar tão necessária forças. 
Veja a notícia:


Movimentos sociais de Minas Gerais se mobilizam em solidariedade aos professores
260911_marchas




















Comissão Organizadora - Programação para esta terça-feira, 27 de setembro:
Serão três marchas que acontecerão na terça-feira, dia 27 de setembro, iniciando às 13h saindo:
1ª COLUNA: Saindo da Av. Amazonas, ao lado do Colégio dos Salesianos, às 13h, dia 27, terça-feira;
2ª COLUNA: Saindo da Praça da Estação, às 13h, dia 27, terça-feira;
3ª COLUNA: Saindo da Av. N. Sra. do Carmo, 476, em frente à Igreja do Carmo, no Carmo Sion, às13h, dia 27, terça-feira.
Atenção!
Essas três Colunas de professores, trabalhadores e movimentos sociais irão em Marcha até o Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde a partir das 14h acontecerá a 15ª Assembleia Geral dos professores em Greve há 110 dias.
Contaremos com a participação de vários artistas (como Pereira da Viola), celebridades nacionais, muitos sindicatos e Movimentos Populares do Campo e da Cidade, sociedade civil. Enfim, todos que estão juntos na luta tão justa, legítima e necessária dos professores por uma educação pública de qualidade em Minas.
Fonte: http://diarioliberdade.org/Segunda, 26 Setembro 2011 02:00
Este vídeo também é muito importante que seja visto e repassado . . .
Veja a íntegra do discurso q está segmentado em 4 partes aqui

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AULA DE MATEMÁTICA

Hoje vou brincar de professor de matemática.
Vou passar alguns problemas para vocês resolverem. 

Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?
Resposta: 200 alunos dia.
Se considerarmos 22 dias úteis.
Quantos alunos ele atenderá por Mês?
Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?
R: 160,00 reais diários
Se considerarmos 22 dias úteis.
Quanto é o faturamento mensal do mesmo professor?
R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº2
O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais.
Quanto o professor fatura por cada atendimento?
Resposta: aproximadamente 0,27 mensais (vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)...
continuando os exercícios...
fProblema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis: Sindicato:
R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$500,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
Quanto um professor gasta em um mês?
Total das despesas: R$1202,00
Qual o saldo mensal de um professor?
Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades
 Agora eu te pergunto:
 - Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana? -
Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
 - Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Repressão e ameaças é o mote do Cid, parte II

Recebi vários e-mails  referentes à postagem "Repressão e ameaças é o mote do Cid" respondi a alguns e como se avolumou o movimento de e-mails rescolvi efetuar esta postagem com mais alguns esclarecimento sobre o tema.
Nobres amigos(as)
Boa noite,
Fico feliz que tenhas lido meu e-mail e certamente a sua argumentação faz sentido. Só que com desse governo se ganha batendo de frente uma vez que são quase unânime, é uma quadrilha completa, que mandam em todos os segmentos. Percebeu o argumento chula usado pelo judiciário para ilegalizar nossa greve? é pq o argumento não importa para eles, é só um detalhe, o q importa é a decisão, a canetada(ñ se sabe a q preço). Não faz muito tempo que o ano letivo foi aligeirado quase 40 dias por conta tinham q fechar os dados para o senso sob risco de inviabilizar o recebimento dos recursos do mec, bid, etc. Ninguém e nenhuma entidade se manifestou contra tal aligeiramento. P Q será? Os caras são colocados nos cargos para ficar a serviço nestas horas. Concursados têm estabilidade mas não mandam. Quem manda são os nomeados que estão a serviços das fortunas que mandam mais ainda, ou melhor, mandam mais ainda. Por exemplo: a magistratura é cargo de concurso mas a corte é montada com viés politico.
Em nossa situação, o nosso papel é o de miná-los o máximo para que a fila ande. Municiar seus concorrentes para seus embates e conseguirmos alguma melhora por conta destes embates, o q ainda não creio q aconteça, mas é uma possibilidade bem visível.
A greve dos professores do estado e do município vão render muito nas eleições e veremos nova sequência de falsas promessas e nś assistiremos de camarore as mentiras . . .   rs rs rs 
A Luiziane bloqueou o 13º dos professores do município (quem diria?) o q foi suficiente p/ acabar com a greve do município de modo tão abrupto quanto começou. Isto acontece quando não se planeja o começo nem o fim. A minha sugestão está embutida  acabar a greve sem acabar. Mencionei voltar p/escola, em atividades interdisciplinares, não falei em aulas (muito embora ensinaremos muito mais  do que com elas) Na realidade, seria uma preparação das bases, de conquista da comunidade, e dentro de 15 ou vinte dias voltarmos num novo processo nas mesmas etapas mesmo q o governo já tenha votado em desacordo com nossos anseios. Seria muito bom também criarmos uma onda de denuncismos nos veículos de comunicação dos processos de licitação da merenda, da formação dos conselhos das eleições dos grêmios, das goteiras, das carteiras quebradas, da qualidade da merenda, da qualidade do projeto primeiro aprender, da carga horária das escolas "profissionalizantes", dos professores temporários q ainda hoje estão sem receber um centavo, do contraste de contratos dos temporários das escolas 'profiissionalizantes' e das escolas "comuns" etc. durante este período q estivéssemos próximos à escola. Garanto q o governo não iria querer tão perto com tanta insatisfação.
A idéia é tipo a operação padrão feita pela polícia federal q o governo e a sociedade tem tanto medo.
Acho q me estendi demais.

Repressão e ameaças é o mote do Cid Gomes


O jornal Diário do Nordeste publicou hoje, 20 de setembro de 2011 uma matéria referente à decisão judicial da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) a qual manteve a liminar que havia determinado a suspensão da greve dos professores da rede estadual, que estão com as atividades paralisadas desde o dia 5 de agosto do corrente ano. A matéria encontra-se publicada no site do DN.

A matéria detalha também a visita feita pelo sindicato APEOC à sede da OAB-CE bem como o nível de receptividade desta entidade ao nosso sindicato.

O grande foco do artigo do DN, que inclusive serve de título, é a insinuação de que "professores podem ter salários descontados".

A matéria detalha também a visita feita pelo sindicato APEOC à sede da OAB-CE bem como o nível de receptividade desta entidade ao nosso sindicato.

É fato de que a lei faculta ao "patrão" este direito, que tem sido armas já usadas contra a greve dos policiais, pelo Estado, contra os professores da prefeitura, pela Luiziane, e que historicamente tem sido usado pelos governos tiranos, direitista, tais co mo o de Antonio Carlos Magalhães, na Bahia, Paulo Maluf, em São Paulo, etc Como Cid e Luiziane pertencem a esta mesma escola de gestão pública, governar sem oposição, é de se esperar os mesmos procedimentos, aliás, já revelados.

O existencialismo de Sartre(JEAN PAUL SARTRE (1905-1980)) nos remete a duas frases: “Não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”, de outra maneira; "O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós." A outra frase que reporto é “Ao tomar uma decisão, percebo com angústia que nada me impede de voltar atrás. Minha liberdade é o único fundamento dos valores.” 

Diante da situação a que fomos colocados nós professores, antevejo a possibilidade do pensamento na direção de se por fim a "este" movimento paredista, atendendo ao que foi decidido pela "justiça", voltar para a escola onde está nosso público, esclarecer à comunidade escolar os acontecidos durante este tempo em que ficamos parados, e quais as consequências para nossa profissão, para os alunos que desejavam um dia se tornar professores e, para a sociedade como um todo que já tanto sofre por falta de zelo deste direito e fundamento tão crucial à sociedade.

Isto sendo feito com atividades interdisciplinares concomitantes em todas as escolas articuladas via redes sociais com culminâncias em praça pública, nas ruas tal como fazemos com as campanhas de combate à dengue e à violência. Desta feita, de combate à violência ideológica e aos descasos dos governos para com a educação contínuo e progressivamente. Paralelamente à esta atividades, faríamos nossos zonais presenciais com intuito de se articular atividades mais abrangentes bem como avaliar o movimento como um todo: base e sindicatos. Enquanto isto, os sindicatos se mobilizaria junto às entidades da justiça, e da política no sentido da viabilização da implantação do piso na íntegra e sem subterfúgio do tipo incorporação de direitos adquiridos ao salário base.

No momento em que se perceber infrutíferas estas novas articulações constrói-se outra greve.

Uma outra possibilidade seria a viagem da radicalização . Parar e não deixar que ninguém trabalhe nas escolas. O governo, provavelmente, não nos pagaria e nós não pagaríamos nossas contas. Eu particularmente, não possuo nada de valor que possa ser tomado por meus credores e nunca vi ninguém ser preso por dever. Uma fatia razoável de dinheiro deixaria de circular e sem falar que o caos seria a tal monta que duvido que alguém que chegasse aos cem anos de idade conseguisse esquecer tal como não conseguimos esquecer as famigeradas gonzaguetas. Só que agora seria bem pior e requereria bem mais união, coragem e determinação do que a que tem sido demonstrado até aqui, sem querer desmerecer a valorosa luta da categoria. A grande questão é, até quando teríamos fôlego? Certamente que os governos apostam na desorganização e desmobilização.

A minha proposta de fato diante disto tudo é que se marque uma assembléia geral para o dia do pagamento e se espere se o bloqueio do nosso pagamento acontece ou não. Se o pagamento for bloqueado acaba-se a greve e usa-se a primeira estratégia aqui descrita e se não bloquear continua-se o movimento até se ter uma solução.

Por que esperar o bloqueio do pagamento ou os descontos? Porque se pararmos antes os articuladores governista iriam dizer que Cid não faria isto com os professores que a fala seria só para por fim ao movimento. Por outro lado este bloqueio significa um desgaste político muito grande do governo e seus aliados. A educação é a secretaria que engloba diuturnamente o maior contigente que, sem salário usaria este universo para desgastar o Cid e cia.,

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CNE define calendário de lutas

O calendário de lutas bem como os nossos direitos com relação ao piso nacional dos educadores está neste vídeo da TV_CNTE.
Assista para não ficar à deriva e exposto aos boatos .


Cid antes e Cid depois!

Eis aqui uma verdadeira história de um 


autêntico lobo travestido de cordeiro.